É possível iniciar a fase mais poderosa da sua vida em meio caos?
- Célia Fellipelli

- 9 de jun.
- 2 min de leitura

Faz parte da natureza humana, ou seria da natureza procrastinadora humana, esperar a hora certa para começar, seja algo que nunca experimentamos ou retomar o que se perdeu ao longo do caminho. Como se existisse uma versão impecável da vida nos esperando na curva. Quando o climatério chega, fazendo sono fugir, humor pegar carona em qualquer vento, calor subir pelo pescoço, mesmo quando o ar-condicionado está a 15 graus, e a barriga saltar pra fora da calça, parece que fica mais fácil adiar dar primeiros passos ou recomeçar. Já comprei a ideia de que sentir essas coisas faziam parte do pacote de ser mulher, de envelhecer e que esse era o começo do fim. Quem disse que é necessário que tudo esteja perfeito para que você reassuma as rédeas da sua vida? Eu digo, justamente, o contrário, não precisa ser assim.
Hoje, enxergo o climatério como rito de passagem, não por romantizar todo o incômodo, mas por aprender a ouvir os sinais do meu corpo e da minha cabeça (ah, essa nossa cabecinha é capaz de cada uma), com método e gentileza.
Vamos combinar o seguinte, a menopausa e, portanto, a fase que a antecede, o climatério é apenas um marco biológico, definido após doze meses sem menstruar, geralmente entre 45 e 55 anos, não um defeito a ser consertado. Nomear o que acontece tira a culpa do colo e abre espaço para decisões mais amorosas e eficientes com o corpo real que você habita hoje.
A virada não vem de um manual perfeito, mas de pequenas fidelidades. Luz da manhã no rosto para conversar com o relógio biológico e ajudar o sono a se recompor, água por perto para não confundir cansaço com sede, duas ou três sessões semanais de força, ainda que curtas, para proteger osso e autonomia, além de refeições que sustentem em vez de só distrair. Parece pouco até virar ritmo. E ritmo, no climatério, é água que encontra seu leito.
No fundo, o mapa que eu pratico em mim e nos meus programas não são nenhuma novidade, mas sim uma maneira integrada de enxergar essa fase. Acredito em energia que começa pelo sono, clareza que brota de rotinas mínimas e repetíveis, desejo que pede intimidade consigo e muita conversa honesta com quem se ama e propósito que nasce de limites que protegem.
Quando você troca “como eu dou conta de tudo?” por “o que é meu para hoje?”, a culpa desalinha e a consistência aparece. E se o cenário ainda está imperfeito, ótimo, é no terreno vivo que a sua potência amadurece. Por isso, criei o Renova 40+, para sustentar essa travessia com método, escuta e ciência. Um espaço onde você não precisa performar nada, só começar, ou recomeçar, do tamanho que cabe em você, agora.



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