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Meus exames estavam normais. Mas meu corpo já estava pedindo ajuda.


A minha experiência com o climatério e o que aprendi ao passar por três formas diferentes de terapia hormonal.


Eu fiz uma histerectomia há mais ou menos 17 anos, mantive os ovários, e segui a vida… Naquela época com 35 anos não me preocupava com o climatério.


Lá pelos 45 anos, comecei a me atentar mais, pois sabia que algumas alterações já estavam acontecendo, eu sempre fui muito atenta ao que meu corpo me dizia, pequenas mudanças, as vezes imperceptíveis, mas nem tanto assim.


Com o tempo fui percebendo que alterações de humor se tornaram mais frequentes, meus sintomas de TDAH se misturavam ao brainfog (névoa mental), e eu analisando meus exames via pequena alterações, mas como estavam dentro dos valores de referência pensava comigo: “Está tudo certo, ainda não há nada aqui.”


Meu acompanhamento com a dra. Marlene já havia começado, e um dia questionei sobre meus hormônios e comentei dos meus sintomas, ela disse que realmente, ela disse realmente eles estavam dentro dos valores de referência, mas que eu já podia sentir pequenas alterações.


Se não me engano, deve fazer mais ou menos 4/5 anos que faço reposição hormonal.

Comecei com os cremes, um de manhã e um à noite, várias vezes esquecia e a composição dele dava uma reação na minha pele que pareciam cola. Passamos para o oral que nada faziam no meu organismo.

Hoje uso o implante bioidêntico e estou super feliz.


Por que estou aqui contanto minha trajetória?

Porque acredito que cada uma de nós precise encontrar a melhor forma, aquela que faz sentido para o seu corpo de melhor os sintomas do climatério, seja com terapia hormonal ou não, seja via oral, cremes, patch, implantes.

Mas o mais importante é entender as diferenças entre cada via de terapia hormonal, seus riscos, seus benefícios, e é sobre isso que quero falar um pouco de maneira simples e resumida, mas que te ajude a entender melhor quais suas opções.

Vamos começar pelo básico: existem basicamente três formas mais usadas de terapia hormonal — oral, transdérmica (cremes, géis, adesivos) e os implantes (pellets). Cada uma tem um jeito diferente de "entrar" no corpo, e isso muda bastante a forma como o hormônio age.


Via oral

É o comprimido, que passa primeiro pelo fígado antes de cair na circulação. Essa passagem hepática pode aumentar um pouco o risco de trombose e alterar outros marcadores, como triglicerídeos. Foi a via que eu testei e, no meu caso, simplesmente não fez efeito nenhum — cada corpo responde de um jeito, e isso também é uma informação importante.


Via transdérmica (cremes, géis, adesivos)

Aqui o hormônio é absorvido pela pele e vai direto para a circulação, sem passar pelo fígado primeiro. Por isso, de forma geral, é considerada uma via com menor risco de trombose comparada à oral — é uma das razões pelas quais costuma ser preferida quando há algum fator de risco cardiovascular. O desafio, como eu vivi, é a rotina: lembrar de aplicar todos os dias, na hora certa, e às vezes lidar com reações na pele.


Implante (pellets)

É inserido embaixo da pele e libera o hormônio aos poucos, ao longo de meses. A grande vantagem é a comodidade — você não precisa lembrar de nada no dia a dia, e os níveis costumam ficar mais estáveis. Mas é importante saber: uma vez implantado, não dá pra "desligar" na hora se algo não for bem, e é essencial fazer isso com acompanhamento médico sério, com exames de acompanhamento, porque a dose não é ajustável como num creme ou comprimido.

Não existe via "melhor" no absoluto. Existe a via que faz sentido pro seu corpo, pro seu momento, pro seu risco individual — e é exatamente por isso que reposição hormonal não é escolha de prateleira, é escolha construída com quem te acompanha de perto.


Eu passei por três vias até chegar na que hoje me faz bem. E se teve algo que aprendi nesse caminho todo, foi isso: não existe pressa nem fórmula pronta. Existe escuta.


E você, já conversou com seu médico sobre qual via faz mais sentido pro seu corpo? 💛

 
 
 

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