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O que uma igreja vazia em Barcelona me lembrou sobre coragem


Hoje caminhando sozinha pelas ruas de Barcelona me deparei com uma igreja, entrei, sentei num banco permaneci um tempo, sem nenhum pedido, sem nenhuma prece, apenas eu e o silêncio. Ao mesmo tempo que sentia paz, as lágrimas começaram a brotar, um misto de sentimentos, duvidas e certezas, se dissiparam no ar.

Sai dali com uma sensação de plenitude, respiração calma e mais compassada, a cabeça tranquila sem aquele turbilhão de pensamentos, o coração tranquilo e a certeza de que eu me basto.


Por muito tempo tive medo! Medo de sentir, de falar, de pensar, de respirar…

Medo de não ser amada, não ser querida, de não ser o suficiente…

Um medo paralisante!


Atualmente, com meus 52 anos, tenho buscado viver aquilo que acredito ser verdadeiro dentro de mim, e esse dia me deu a certeza de que não preciso me sentir ameaçada pelo medo, mas que posso usá-lo como mola propulsora.

O medo não pode nos paralisar, nos tornar refém.


Precisamos torná-lo pequeno, não uma força para nos deter. É o monstro que se esconde em baixo da cama, o bichão papão que sai do armário aberto.

Sim, aprendemos a temer o medo, a temer nos arriscar.

O monstro debaixo da cama, o bicho papão dentro do armário é a insegurança de não ser suficiente e o medo de não ser amada, e a única pessoa capaz de deter esses monstro é você.


Você pode temer, mas não pode ceder, precisa seguir em frente para ser quem você está predestinada a ser.


Tenha medo, experiencie o medo, mas tranforme-o em ferramenta para viver o que deseja.

 
 
 

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