Toda mulher procura respostas para os sintomas. Quase nenhuma faz a pergunta certa.
- Célia Fellipelli

- há 5 dias
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Toda mulher que chega até mim já tentou de tudo. Testou chá, o suplemento que a amiga usa, o protocolo que viu no Instagram às duas da manhã, insone, em busca de qualquer resposta. Já foi ao médico, ouviu "é da idade" e voltou pra casa com mais uma dúvida do que resposta. E culpou o estresse, o trabalho, a genética, a si mesma.
Mas no meio dessa procura toda — sincera, cansada, desesperada às vezes — quase ninguém para pra fazer a pergunta que realmente importa. "Quem sou eu, agora, com toda essa transformação?" Porque a pergunta que a maioria faz é: "o que eu tomo pra isso parar?".
Esse é um questionamento, que sozinho, não leva a lugar nenhum. Pois tenta tratar o sintoma como um erro a ser corrigido, não como uma informação a ser escutada. Sei que se perguntar sobre essa nova mulher que vem surgindo é incômodo. Não cabe numa receita pronta. Não tem resposta em três passos. Porque ninguém vira essa página sem entender o que aconteceu com o sono, com os hormônios, com o corpo — e o que tudo isso fez com quem você é hoje.
E é exatamente por isso que quase ninguém chega nela. Dá trabalho. Te deixa vulnerável e ninguém gosta de se sentir assim. É o tipo de pergunta que a gente evita fazer porque tem medo da resposta.
Eu não tenho fórmula mágica — e desconfie de quem tem. O que eu tenho é uma forma diferente de olhar pra essa fase: menos "o que corrigir", mais "o que esse corpo está tentando dizer" — e junto com você, ir descobrindo quem é essa mulher que está nascendo dessa transformação toda. Talvez o primeiro passo nem seja uma solução ainda.
Talvez seja só entender, com clareza, onde você está.
Que pergunta você anda evitando fazer pra si mesma?



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